A ação de formação “Elaboração e Avaliação de Projetos Sociais” pretende capacitar os/as participantes para a conceção, estruturação e avaliação de projetos sociais, desde o diagnóstico do problema até à definição de objetivos, resultados esperados, atividades, recursos, cronograma, orçamento e indicadores de avaliação.

Com uma abordagem teórico-prática, a formação permite aos/às participantes aplicar progressivamente os conteúdos na construção de uma proposta de projeto social


A escola é, por excelência, um espaço de convivência, aprendizagem e diversidade cultural, onde se cruzam diferentes histórias de vida, valores, identidades, crenças e formas de estar. Essa diversidade, embora enriquecedora, pode também gerar conflitos, tensões, incompreensões e desafios ao nível da convivência, da inclusão e do bem-estar de toda a comunidade educativa.
Neste contexto, a Mediação Escolar e Intercultural assume-se como uma resposta educativa fundamental, promovendo uma cultura de diálogo, respeito, corresponsabilização e participação ativa na resolução construtiva de conflitos. Mais do que uma estratégia reativa, a mediação é uma ferramenta preventiva e interventiva, que contribui para a construção de ambientes escolares mais pacíficos, seguros, saudáveis e inclusivos.
Este curso pretende capacitar profissionais que trabalham em contexto escolar (ou educativo) com conhecimentos teóricos e práticos sobre o conflito em contexto escolar, as suas tipologias e manifestações — como a violência, o bullying e a indisciplina — bem como sobre diferentes formas de gestão construtiva de conflitos, com especial enfoque na mediação escolar e intercultural. Ao longo dos módulos, os participantes irão aprofundar os princípios, modelos e processos da mediação, desenvolvendo competências comunicacionais, relacionais e restaurativas essenciais ao papel do mediador.
A mediação intercultural é abordada como uma estratégia educativa, capacitadora e transformadora, particularmente relevante em contextos marcados pela diversidade cultural, social e linguística. Valoriza-se o diálogo intercultural, a comunicação não violenta, os diálogos restaurativos e a promoção de relações baseadas na empatia, na escuta ativa e no reconhecimento da diferença como um recurso e não como um obstáculo.
O curso aposta ainda numa forte componente prática, através da análise e simulação de casos práticos, treino de competências e elaboração de um projeto final, permitindo aos formandos conceber e implementar programas de mediação ajustados aos seus contextos reais de trabalho. Desta forma, promove-se uma intervenção sustentada, intencional e alinhada com os princípios da inclusão, da justiça restaurativa e da convivência democrática.
Ao investir na Mediação Escolar e Intercultural, a escola reafirma o seu papel enquanto espaço de formação integral, cidadania ativa e convivência saudável, contribuindo para o desenvolvimento de comunidades educativas mais coesas, participativas e socialmente responsáveis.
A Mediação Escolar permite a participação, a responsabilidade e as soluções não violentas dos conflitos em contextos educativos. Constitui uma oportunidade de aprendizagem de novas formas de relação e
comunicação que realça a importância de uma convivência salutar assente no diálogo colaborativo e no respeito pelos direitos humanos, promotora de uma Cultura de Paz e da Inclusão Social.
A mediação pressupõe uma mudança de perspetiva conceitual do conflito, percebendo este como um processo dinâmico intrínseco à condição e convivência humana, percecionado como destrutivo ou construtivo dependendo da forma como é gerido. Assim a Mediação implica transformação a nível pessoal e estrutural na organização que admita a existência do conflito e a sua abordagem mediante metodologias construtivas em desfavor de métodos punitivos e competitivos.
A Mediação Escolar é considerada uma medida preventiva e promotora de comportamentos positivos, relações positivas e competências socio relacionais na construção de ambientes de convivência saudável. É um método de resolução de conflitos com vantagens reconhecidas, nomeadamente a melhoria da comunicação entre alunos, professores, administradores e pais, a diminuição da violência escolar e do vandalismo, do absentismo e das situações de indisciplina, um maior envolvimento, responsabilidade e competência de todos na resolução dos problemas vivenciados no contexto escolar/educativo (e também familiar e social), com maior preparação e sensibilidade para uma convivência multicultural.

Face à conjuntura social atual, as famílias vivenciam uma complexidade de problemas, emergindo contextos multidesafiadores. É nestes contextos que o Assistente Social, comprometido com a Defesa dos Direitos Humanos e Justiça Social, exerce a sua profissional, sendo-lhe exigidas competências na dimensão do Saber Ser, Saber Estar e Saber Fazer e um percurso formativo contínuo em prol da sua qualificação profissional pautada pela relação teórico metodológica da sua prática profissional qualificada.

A Abordagem Sistémica analisa os sistemas de acordo com uma perspetiva de complexidade, privilegiando um olhar para além do indivíduo isoladamente, ou seja, atendendo também ao seu contexto e às dinâmicas relacionais estabelecidas. Esta perspetiva contempla modelos de intervenção eficazes, através de técnicas de ativação das competências dos próprios sistemas, tal como a família